"Um rapaz muito solitário chegou um dia a pensar que era louco. Bastou, em suas andanças, encontrar outras pessoas que tinham a mesma viagem, que poderia parecer loucura aos olhos dos velhos, para ele perceber, sem muito esforço e com um tesão danado, que a loucura dele havia se transformado em fé."

Toda comunicaçãoo é uma tentativa de levar alguém a agir. Esse blog também. Incorporar dará mais vôo que compreender.

"Que estranhas cenas descreves. E que estranhos prisioneiros. São iguais a nós." (Platão)

"Biografia do orvalho (Manoel de Barros)
A maior riqueza do homem
� a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou - eu n�o aceito.
N�o ag�ento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa v�lvulas,
que olha o rel�gio, que
compra p�o �s 6 horas da tarde,
que vai l� fora,
que aponta l�pis,
que v� a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas."

xiruss@gmail.com 
Xiru no Orkut  
   

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12.8.12
A copla de assoviar solito

Meu pai me mandou um presente esta noite





(Texto de 2 de agosto de 2011)
Estava pesquisando o significado de uma palavra, e acabei descobrindo esta música. Estranho que eu achava que conhecia todas músicas do Luiz Carlos Borges. Mas esta caiu do céu. E é antiga, mas parece que de repente ela foi criada, num passe de mágica, pra me presentear. É a cara dele. Dificil em tão poucas palavras transmitir tão bem a essência de uma pessoa. Comecei a ouvir e me arrepiei e emocionei do começo ao fim. Era a presença dele, quase materializada. Era um aconchego, um carinho, um aceno.





NESTE LINK TEM A LETRA E A MÚSICA PRA OUVIR


E explicando a música...

Volta e meia, se ouvia ele assobiando. E bem como conta na música: andando por aí, trabalhando no pátio da casa ou na xacra. Ou seja, nos momentos que são razões pra estar vivo. Assobios pra si, se entretendo com as árvores, os pássaros, tatus lebres e cães. E a família curtindo aquele som doce vindo de longe... Mantra espontâneo e ingênuo, como as amizades devem ser.

A musica canta literalmente como fazia meu pai (assobiava, mas quase que só quando tava sozinho), e como eu sentia e sinto este passado hoje. Ouço a música e é como se ouvisse ele caminhando, voltando do mato, igual um passarinho...
O som, pra criança, era como ser pego no colo quentinho e protetor do pai. Era harmonia, era serenidade, era a maior paz. Era aquilo que só um pai de verdade transmite - diferente de tantos pais que tenho visto por aí ultimamente, que não se ligam coração-coração com o filho.

Quando sonhamos, sentimos o que se passa como se fosse real. Quando ouço certos assobios, sinto a presença dele, real.
Um assobio campo afora - ou mesmo numa caixa de som- me faz sentir ele tanto quanto um retrato. Aliás, até mais intensamente que uma foto pode ser...

Posted at Sunday, August 12, 2012 by Xiru Sander Scherer
Pode reclamar...  

28.11.09
Paulo Cesar Scherer - 1 ano

Presença

A sensação é absolutamente indescritível. Estranha. E acontece volta e meia, e volta.

De repente, como se ele ainda estivesse entre nós (da maneira humana como sempre esteve) dá uma vontade de dar uma ligada pra ele, dizer um Bom Dia, agradecer pelo que ele tentou ser e pelo que foi. Como se ele só não estivesse aqui dentro de casa, e estivesse noutro lugar fisicamente alcançável. Alô? Oi! Que saudade, tchê! Apareça logo! Tá fazendo uma falta...



Ou às vezes, ao olhar com cuidado alguma boa foto que fiz, quase chego a levantar, em direção a sala, pra ir mostrar pra ele que coisa bonita. O pé chega a se mexer, instintivamente. Mas numa fração de segundo a realidade volta: não tem ele pra ir lhe mostrar o que quer que seja. Não tem ele pra ir agradacer pelo que quer que seja. (Pelo menos não em maneiras convencionais entre nós, humanos que ainda usam o corpo). E agora, meudeus, o que fazer com essa necessidade de dizer essas coisas pra ele?



Ainda tinha muitos sonhos pra viver junto a nós. "Ainda é cedo... cedo.. cedo...". E na verdade sempre seria cedo. Daqui 30 anos seria cedo. Porque a vontade de viver que temos é muita! E não tem um único dia desse viver com muita vontade que ele não marque ausência. Todos dias é um levantar e viver a vida, mas sempre acompanhado duma saudade à flor da pele.

Posted at Saturday, November 28, 2009 by Xiru Sander Scherer
2 reclames  

30.12.08
Paulo Cesar Scherer

Texto criado por mim, para leitura na despedida de meu pai (Paulo Cesar Scherer), que encontrou a paz no dia 28 de novembro de 2008. Em nome da "família Sander Scherer".

"A verdadeira dimensão de um homem vem do modo como ele trata quem não pode fazer nada por ele"


Eu tive algumas demoras pra descobrir o pai que tinha. Muitos valores dele eu percebi só quando outras pessoas me contavam algum caso em que ele era protagonista.

Uma vez eu estava comprando pão e alguém reconheceu o rosto do pai em mim. E começou a me falar do quanto gostava do Paulo. Disse que achava ele muito simpático e gentil. Disse que dele sempre recebeu uma atenção que as outras pessoas do dia-a-dia esquecem de dar. Esta pessoa o conhecia dos acasos, de se cruzarem na rua, de curtos diálogos aqui e ali.


Depois desta, muitas outras pessoas me pararam nas ruas e falaram do pai.

Algumas contavam que na Sander ele era um patrão que batalhou muito pela dignidade dos funcionãrios. Não só através de seus conhecimentos em Medicina do Trabalho, mas também incentivando e ajudando, através da firma, os funcionários que quisessem estudar, desde a alfabetização até cursos técnicos e Ensino Superior.


Se muitas pessoas já vieram me contar do quanto o pai ajudou na vida de dezenas de funcion�rios, maior ainda � o n�mero de pacientes, colegas de Medicina e funcion�rios do Centro M�dico que me testemunharam a intensa e fraterna dedica��o do Dr. Paulo. "O teu pai sempre atende os pacientes no hor�rio marcado", disse um colega de d�cadas de trabalho. E dum paciente ouvi: "Eu passei por tr�s m�dicos sem que nenhuma descobrisse o meu problema. At� que consultei com o Paulo. Ele foi o �nico que me examinou me tocando com as m�os, e assim ele descobriu minha doen�a e me curou".


A Medicina era a voca��o �bvia pra este ser humano que trazia uma espont�nea vontade de ajudar as pessoas com quem convivia.


Ao final da �ltima longa conversa que tivemos, o pai, j� muito enfraquecido, me instruiu, mais uma vez, alguns dos valores que nortearam sua vida:

-- Tem que ser honesto, com dignidade. Tratar as pessoas o melhor poss�vel e sempre ajudar quem a gente puder, -- ele me disse.

Falar isto � f�cil, fazer � bem dif�cil. Mas muita tamb�m foram as pessoas que, ao longo da minha vida, me afirmaram que o pai era a pessoa mais correta e honesta que conheciam.


O pai carregou no peito muita compaix�o �s pessoas e, por que n�o dizer, �s plantas e aos animais. Acho que a esta �nsia de ajudar com tamanha compaix�o podemos chamar de amor. Onde ele ajudou, ele amou.


Nos �ltimos anos eu queria muito que o pai reduzisse o ritmo de trabalho e fosse, junto com a m�e, "aproveitar a vida". Faz poucos meses que descobri que ele vivia muito mais do que eu imaginava.

Ele amou intensamente tudo o que fez. Ele amava ir pra f�brica, porque l� batalhava como poucos o sustento da nossa fam�lia e, com a mesma dedica��o, o sustendo dos funcion�rios.

Ele amava sentir que um paciente passou a viver melhor com o tratamento realizado.

E ele amava toda aquele infinidade de pequenas arruma��es que eternamente fazia na chacra. Este era e � nosso lugar de cultivar o companheirismo e a comunh�o com a natureza, em especial com os p�ssaros, que cantavam durante os passeios que ele dava pelos matos da Lomba. (Ali�s, acho que era de saudade da chacra que ele �s vezes assobiava dormindo no hospital, sonhando com uma das maiores realiza��es de sua vida. Um sonho que ele viveu intensamente com a fam�lia e amigos).

N�s, filhos, sempre soubemos que a Lomba (s�tio) fez muita diferen�a na nossa vida, principalmente na inf�ncia. Um lugar m�gico, que ganhamos dos pais e est� muito presente na nossa personalidade.


O chimarr�o que o pai me ensinou a fazer tom�vamos nos curtindo no calor do fog�o � lenha. Ali o n�cleo familiar ganhava corpo, cheiro e era percebido como algo maravilhoso. E neste santu�rio n�s convivemos com os mais queridos familiares e os mais fi�is amigos � tanto os amigos que levamos pra l� quanto os que j� estavam l� e se tornaram vizinhos.


E, como na chacra, o pai semeou amizades por tantos lugares e olhares que cruzou. Amigo dos amigos dos filhos, amigo dos amigos da esposa e apaixonado pelos companheiros com quem cada um dos filhos forma hoje um casal.

Amigo dos colegas, funcion�rios e de pessoas que contratava para trabalhos tempor�rios. Muito amigo da pessoa que nem ele nem ningu�m da fam�lia consegue chamar de empregada: n�s preferimos Dinda.

E foi depois da visita dela que eu e o pai conversamos sobre a alegria que � estarmos rodeados de pessoas maravilhosas. E conclu�mos que isto � reflexo dos valores que n�s temos, semeamos e colhemos.


De muitas pessoas ouvi a frase "Teu pai, o Tio Paulo, � como um pai pra mim". E n�s, filhos, temos amigos para quem nossa fam�lia � o segundo lar. Esta nossa conviv�ncia risonha e franca com os amigos era um dos maiores prazeres do pai. Eram os momentos de compartilhar com outras pessoas a batalhada e bela fam�lia que ele construiu junto com a alma g�mea que ele teve a felicidade de encontrar.

Esta fam�lia que eles moldaram. A fam�lia que ele ganhou de ber�o e a que ganhou no casamento eram, afinal, a sua paix�o di�ria, sua preocupa��o e orgulho a cada minuto que viveu.

E bota viveu nisso! Viveu, muitas vezes e sempre bem acompanhado, como um her�i pros amigos e familiares, mas em especial pros filhos.

E foi lutando assim, muito, que ele passou todo este ano que j� vai tarde. Uma longa, comovente e impressionante recupera��o da cirurgia. A imagem mais linda que tenho dele � da cara de crian�a faceira que ele fez quando, com incentivo dos filhos, se encorajou e tomou o primeiro gole d�gua com o novo es�fago.

E de l� pra c� foi muita luta. Eu cheguei a escrever por a� que tanta chuva que anda assolando o Sul do pa�s � das choradeiras de arrependimento que algum deus est� sentindo por ter deixado acontecer o sofrimento de algu�m t�o bom. Talvez por pura falta de aten��o.


Se minha brincadeira estava certa ou n�o, s� saberemos noutra vida. Mas o que sabemos agora � que este Ser Humano que hoje se despede � um exemplo de dedica��o � vida, a sua e a dos outros. Um grande amigo que viveu intensamente e batalhou muito, at� o �ltimo instante, quando sua vida se transformou e ele se despediu do seu corpo de maneira tranq�ila e acalentadora. E isto � um grande motivo pra sorrirmos.



Posted at Tuesday, December 30, 2008 by Xiru Sander Scherer
6 reclames  

6.11.08
Quando deus chora

Quando deus chora

 

Todo mundo aqui pelo Sul ta comentando que ultimamente tem chovido demais. De deixar milhares desabrigados. Por exemplo:

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL729270-5598,00.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u470958.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/chuvaemsantacatarina


E hoje, obviamente, chove. Chove muito, e é porque deus chora. De arrependido, de remorso. Deus chora de tristeza.


Decerto por falha de desatenção, 'Ele' atingiu o homem errado. Atingiu um dos melhores dentre os Bons. Muito antes da hora devida, muito antes de ele dar força pra mais muita (muita) gente. E, pior de tudo, atingiu da maneira dolorosa.

Até deus deve estar chorando desta pisada na bola que deu.

 

(e dessas, acontecem milhares diariamente. Só sendo "o Eterno" mesmo pra ter tempo suficiente pra chorar tantos absurdos que cometeu)

 

('Ele', quem sabe, significa 'nós todos')


Posted at Thursday, November 06, 2008 by Xiru Sander Scherer
6 reclames  

27.5.08
Funciona que nem tempero!

Funciona que nem tempero!

-- De vez em quando eu coloco essa pra pegar Sol.

Ela é bastante porosa, e prende muita umidade. Dai fica um cheiro ruim quando a gente bebe...

-- Má!! É igualzinho à mãe dele! Sente cheiro em tudo! Não não não...



Eu tava falando sobre uma cuia, mas serve pra roupas, objetivas, travesseiro, pele, alma.

Posted at Tuesday, May 27, 2008 by Xiru Sander Scherer
Pode reclamar...  

9.5.07
A inescrupulosa construção de um futuro humanóide frustrado

A inescrupulosa construção de um futuro humanóide frustrado

Eu queria mesmo era um texto que gritasse. Berrasse, forte, rasgando mesmo.
Um grito pra um dia alguém ouvir na hora que estiver sob pressão pra se tranformar em mais um presunto acéfalo na sociedade. E esse alguém vai se sentir menos sozinho ao me ouvir.
Deixar aqui esse tal grito, porque um dia alguém vai se sentir completamente incompreendido e isolado pela indiferença das pessoas que se moldam pra caber nas ridículas regrinhas de normalidades. Falaciosas regras. Falaciosas certezas. Mas que todo mundo pactua e quem tenta ser autêntico, vira um bicho ezkizyktu.
E dai olham feio
e dai já é feio
e já chinelo
e já é rejeitado
e já é
e já
e o bicho vai praquele redemoinho que as paredes do quarto ficam girando em volta, oprimindo
e nem os pais vão dar bola pra agonia,
porque a TV e a Caras disseram que essa rebeldia é uma vírus e
e?? E ELES ACREDITARAM!!!! Inacreditavelmente.... ÓBVIO!
(afinal, estamos falando dos sapiens sapiens)
Então eles mesmo vão ajudar a girar mais rápido ainda, pra tu tontear até vomitar tudo que tiver de autenticidade e sonhos puros e desejos alegres.
E todo mundo vai concordar, é isso aí mesmo, tu tem que apanhar
apanhar
apanhar
dos olhares
das opiniões alheias
da reprovação dos colegas
e apanhar mais e mais
até aprender que tu não tem que ficar nessa bobagem que acreditar em ti mesmo.
E daí tu desacredita
e tudo fica mais fácil
As menininhas que querem a segurança duma vida padronizada vão olhar pra ti.
Os menininhos que querem uma menininha acomodada e submissa vão olhar pra ti.
Os patrôes que querem foder com os empregados vão olhar pra ti.
Os amigos que querem sugar vão olhar pra ti.
Os caça-talentos que querem usar as pessoas e o planeta vão olhar pra ti.

Se tu não fizer isso, alguém fará. Então foda-se né?? Vamos foder com tudo, o mundo já ta sucumbindo mesmo, e a humanidade já adotou a esculachação compulsiva de egos alheios como ideal de vida. Vamos jogar um balde de água na boca de quem tá se afogando! Rá rá rá!! Filho da puta! Quem mandou pensar??


Por isso eu queria gritar aqui. Pra ver se alguém mais se lembra que isso tudo é uma tremenda canalhice que fazem com a consciência crítica da gente.
Pra lembrar que antes de foder com o planeta e pisar em inocentes, tem que foder com quem tá te sacaneando e pisar em quem tentar te incumbir a ser o que tu não é.


Posted at Wednesday, May 09, 2007 by Xiru Sander Scherer
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21.4.07
A função da química que o cérebro tem

A função da química que o cérebro tem

Pode ser que seja só mais um fogo de palha ou só mais uma mentira.



Mas ele não se importaria.
Mas ele se importaria, mas isso não lhe importava.


Posted at Saturday, April 21, 2007 by Xiru Sander Scherer
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24.2.07
sem p�

Sem pé



Cuidado!!!
Os seres azuis estão chegando!!!
Tranquem seus corações!!
Escondam os puros ou puristas!!
Tapem os olhos das crianças, não deixem que elas vejam que podem ser diferentes!!
E,
acima de tudo,
coloquem os chocolates no bunker!!.... =P

Posted at Saturday, February 24, 2007 by Xiru Sander Scherer
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15.3.06
o recado magico

""Chove muito e venta bastante..."

O Recado Mágico

Uma Amiga, Um Amigo, um Pai meio tresloucado e um gato azul...

 Era uma vez uma guria, que teria uma história bem longuinha para contar, mas ela prefere começar com uma cena importante daquelas de não muito tempo atrás. O resto que vem antes fica melhor n'outra hora; assim como fatos importantes mas que não fazem parte deste capítulo também ficarão para o logo mais...

 Bem, voltando à nossa guria, ia ela pelas ruas de uma cidade, que hoje ela sabe exatamente o que sente por essa cidade, mas naquele dia não, não sabia nada, nada do que sentia, mas alguma coisa teria que mudar, alguém tinha de aparecer...

 E então que surge uma outra guria, uma guria linda, elas até se conheciam, mas foi naquele dia que o pacto foi traçado, foi daquele dia em diante que tudo seria diferente...

 Essa segunda guria tinha a cura, a cura para o vazio de nossa protagonista, o fim das dores e dos soluços mudos... E um dia ela veria que tudo tinha sido e seria para sempre muito mais profundo que isso...

 Dizia ela à nossa amiga que numa cidade não muito distante, mas também não tão perto como gostaríamos, viviam seres encantados, um grupo fabuloso de guris maravilhosos e que eles seriam seu alento, assim como já o haviam sido para ela também...

 Aquela era a solução, era disso que ela precisava, de seres mágicos, capazes de fazê-la sorrir...

 Assim mesmo naquela noite elas conversaram pelo telefone com o elo mais forte daqueles seres mágicos...

 A nossa guria e este guri conversaram muito e descobriram que já se conheciam mesmo sem nunca terem se visto...

  E conversaram... muito.
  E telefonaram-se... várias vezes.
  E escreveram... milhões de coisas...
  E de repente nunca falaram do mais importante... (mas isso também é para outra hora).


 Eles se conheceram pessoalmente e se afinaram cada vez mais...

 Só que eles não viveram felizes para sempre... não por enquanto...

 A distância, a distância que só esta guria conseguiria explicar...

 E um dia ela ainda há de explicar...

("Chove em seu rosto também... mas isso lava sua alma...")

 A coisa mais concreta para esta guria neste momento é que aquele guri é uma das três pessoas (de uma certa classe) mais importantes pra ela, e que mesmo que a distância , o silêncio queiram dizer o contrário, os sentimentos são muito, mas muito mais fortes...

 Bem, ela se afastou de muita coisa, mas ele não, ele é um ser mágico, o elo mais forte nunca se rompe. Ele sempre manteve contato, mesmo que indiretamente...

 E qual não foi a surpresa desta guria quando ela chega em casa, num certo dia (na casa de seus pais), onde ela havia deixado seu gato branco Nicolas, que de mágico não tinha nada, e o encontra COMPLETAMENTE AZUL?

 Aquele guri, aquele ser mágico, havia corrompido seu pai, que parecia ter 15 anos, e juntos, um com a tinta outro com a mão de obra, haviam transformado o gato num recado mágico, num chamado a vir a tona...

 Nicolas parecia saído das páginas de um gibi...

 Aos poucos o recado foi enfraquecendo, junto com o azul da tinta, mas para que a guria nunca se esqueça de como ele era importante, ela registoru... na máquina fotográfica, na memória e no coração...

 Aos poucos ela está voltando...

 Existem coisas das quais não se consegue fugir, uma delas são os seres mágicos. "

PS: essa carta recebi de uma grande amiga, de uma família especial pra mim e pra quem passa por perto...


Posted at Wednesday, March 15, 2006 by Xiru Sander Scherer
7 reclames  

10.2.06
Um buraco passou por aqui

Um buraco passou por aqui. Tu viu?

Pai, é verdade isso que aconteceu ontem?
Mãe, cade aquele carinho todo?

Eu vivo falando dessa doença que é a falta de amor e afeto por aí. E por aqui.
Carência carência
Felicidade é indecência
Mesmo sem doença, cura sempre vem bem. Curar a gente do mesmo, mesmo que doa. Nem isso não é preciso.

E falta mesmo. Veja nas ruas, olhe os olhares. Mas eu juntei um pouquinho aqui pra ti, pra colorir um pouco mais essas fotos, um pouco mais de saturação nas cores. Estavam bem bacanas, mas tô longe da perfeição. Sempre estarei. "O único que foi perfeito morreu crucificado". Não morri, tampouco me senti perfeito, mas também me senti na cruz, por não ter as palavras certeiras pra arejar as dúvidas da garotinha. Palavras, sentimentos..... nem sempre um corresponde ao outro. Dificil se explicar com palavras. Ruim se demonstrar com frases. Mas daqui deste buraco não tenho como mostrar o que dizem meus olhos.

Acordei com a forte sensação de o que aconteceu nesse ultima noite foi apensas fruto da minha imaginação. Muito improvável, muito sem pé-nem-cabeça, inacreditável. E o cheiro desapareceu. É, pode ser nonsense também. Seria bom que fosse. Seria bom que não fosse assim, mas essa coisa de inteligência, raciocínio, tem dias que só serve pra criar mal-entendidos. Pra que voltar atrás, né? É dificil se curar quando alguém magoa, é mais dificil ainda quando a pessoa magoa a si mesma sem se dar conta.

Mesmo sem doença, cura sempre vem bem. Curar a gente do mesmo, mesmo que doa. Desentendidos não se estenderam
se entenderam.
Mas aquele aroma que acorda os varios sentidos
(aqueles espalhados pelo não-corpo)
ainda não passou novamente por mim...


Posted at Friday, February 10, 2006 by Xiru Sander Scherer
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